Image: Salvador Dali | Shirley Temple, The Sphinx |


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Cinema

 

Filme Un Soleil à Kaboul
75min,  acompanhado de um diálogo com Maurice Durozier, integrante do Théâtre du Soleil, sobre a experiência da companhia no Afeganistão e o processo de criação do Théâtre du Soleil.
Data: 27/10, sábado
Horário: 20h
Local: Aliança Francesa 708/907 Sul, Lote A - Brasilia-DF
Informações:  mitos@mitoludens.com.br 
 

 

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O longa metragem Tamboro, dirigido por Sergio Bernardes, foi exibido na Mitoludens, Brasilia-DF, com a presença do diretor, em 24 de junho de 2007. Sergio Bernardes faleceu 12 dias após a exibição, em 6 de julho de 2007, deixando Tamboro inédito e imensas saudades.

 

Tamboro na Mitoludens - Recordações e Comentários:

 

O MAIS QUERIDO DOS QUERIDOS,
SE FOI.
NAVEGOU LONGE
PELOS MARES,
PELOS ARES,
PELA FLORESTA.
CAVOU BURACOS,
NADOU
E FALOU COM OS ÍNDIOS,
COM O POVO,
COM AS MULHERES
E AS COROOU,
AS HOMENAGEOU.
ILUMINOU SEUS VENTRES REDONDOS
E AMOU TODAS AS CRIANÇAS,
CORREU COM ELAS
NO VENTO,
NA AURORA,
NO SOL,
NA CHUVA,
NO SILÊNCIO.
SEMPRE NO SILÊNCIO.
ENTRE AS PALAVRAS,
SÉRGIO
PAUSAVA,
SORRIA.
SEUS GESTOS LARGOS E GENEROSOS,
ACOLHIAM
TODOS,
TUDO.
SEMPRE TUDO
E ASSIM, SEGUIA.
MERGULHADO NA POESIA,
NA BELEZA,
SEMPRE NA BELEZA.
NA PUREZA
DE QUEM VÊ COM OS OLHOS DA ALMA
E ACREDITA NO AQUI E AGORA.
AMA A VIDA E AS PESSOAS
E SORRI,
SORRI MUITO.
PORQUE A ALEGRIA E A PUREZA DE SUAS INTENÇÕES,
REVELAÇÕES,
SÃO SEMPRE UM PRESENTE DIVINO
PARA TODOS,
SEM EXCEÇÃO,
PARA TODOS.


NASCEU E MORREU ABENÇOADO
PELA ARTE
POR SENTIR-SE BRASILEIRO,
MUITO BRASILEIRO.
COMO É LINDO
ESSE SÉRGIO,
TÃO QUERIDO,
TÃO AMADO,
TÃO POETA,
TÃO ARTISTA.


É BOM LEMBRAR DELE,
ASSIM, FLUTUANDO
NUMA BARCA LUMINOSA,
PELOS MARES
PELOS ARES.
FLUTUANDO
E FILMANDO,
O INEXPLICÁVEL...
APONTANDO EM VÁRIAS DIREÇÕES,
SUAS GRANDES MÃOS
TOCAM O INFINITO
E TOCAM O NOSSO CORAÇÃO.
DIZEM TUDO.
NOS ENCANTAM,
NOS FAZEM TREMER POR DENTRO
E SENTIR A BELEZA ESPLENDOROSA,
DA TERRA
DAS ÁGUAS
DOS CÉUS
DO FOGO
DOS SERES
DA VIDA.


O MAIS QUERIDO DOS QUERIDOS,
NOS CHAMA
PELA ÚLTIMA VEZ.
SOPRA EM NOSSOS OUVIDOS,
NOS DESPERTA,
SORRI,
DEIXA O SEU PRESENTE MÁGICO
E PARTE
PARA O INFINITO DOS INFINITOS.
AQUELE LUGAR
QUE SÓ ELE SABE REVELAR
COM A SUA ARTE
COM O SEU OLHAR
E COM O SEU SORRISO.


Obrigada nosso lindo,
À deus...


Com muito amor,
da sua amiga e admiradora,
Eliana Carneiro

Brasília, 7 de julho de 2007

 

 

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"Foi-se Serginho" - Texto de Franck Soudant

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SERGIO BERNARDES
O cineasta de olhar luminoso, o menino amoroso.
 
Quando acabou a cessão de estréia do filme TAMBORO de Sergio Bernardes no último domingo de Junho no Instituto Mitoludens em Brasília, eu estava absolutamente extasiado como estive durante toda a projeção e, acredito que também o pequeno público ali presente. Foi uma seção mágica e inesquecível, ao ar livre, sob o céu de Brasília, ou melhor, sob o céu do Brasil como bem disse o maestro e compositor Guilherme Vaz na abertura da noite ao piano. Guilherme fez uma apresentação corajosa, límpida, generosa, impecável, solidária e digna do filme ao qual preludiava. Ele não quis competir com o que viria nos preencher e elevar, ele simplesmente - com a consciência do seu papel de mestre de cerimônia - limpou os canais das nossas mentes e como um fiel parceiro, abriu uma clareira de acesso aos nossos corações para recebermos, de forma adequada, o que estava por vir em seguida: TAMBORO, o filme recado/legado de Serginho.
A partida prematura de Sergio Bernardes ontem, dia 06 de julho de 2007, paradoxalmente deixa o Brasil mais pobre como resultado da sua ausência física e mais rico com o recebimento do seu legado artístico. Não digo isso de forma generalizada para lamentar a perda de um grande artista. Digo, especificamente, porque considero o filme TAMBORO de Sergio Bernardes o mais belo filme realizado sobre o Brasil e o seu povo. Um filme fácil de ver e difícil de descrever tamanha a quantidade de imagens de altíssima sensibilidade que nos entram por todos os poros, associada a uma leveza emocional suficientes para ficarmos simplesmente preenchidos de tudo que estamos e que não estamos, assistindo. Quando falei ao final da seção, com toda a sinceridade o que eu achava do seu filme (graças a Deus tive tempo de falar isso), vi o menino de sempre arregalar os olhos de baixo pra cima na sua habitual timidez e complexa humildade, não saber direito administrar o que ouvia e num gesto condescendente, meio sem graça, esboçou quase uma admoestação: - "...fala baixo, fala baixo!".
Conheci Sérgio na Bahia na década de setenta, mais precisamente em 1975. Ficamos amigos de imediato e fomos para a fazenda do meu pai em Mata de São João a sessenta quilômetros de Salvador. Foram dias memoráveis de muita conversa, afinidades e identificações: sabíamos da irmandade dos nossos filmes (Desesperato, dele e Meteorango, meu), mas não falávamos deles. Sabíamos da nossa decisão de não sermos "cineastas de carreira". Sabíamos do nosso gosto pela imagem, pela música e da nossa curiosidade sobre as raízes do Brasil (eu havia acabado de filmar a Lenda de Ubirajara, no Rio Araguaia). Sabíamos do nosso amor pelo povo brasileiro que viria se configurar nos seus futuros filmes e no meu projeto ainda não realizado Viva o povo Brasileiro). Sabíamos que, como cineastas, teríamos muita luta pela frente principalmente se quiséssemos manter íntegra a nossa visão estética, a nossa arte.
Nos separamos, cada um foi viver a sua vida. Entre este período de intenso convívio na década de setenta e o reencontro na seção de TAMBORO passaram-se mais de trinta anos. Nunca mais tínhamos nos visto, com exceção de uma vez no Rio e umas duas, muito rapidamente, aqui em Brasília na década de noventa. Depois de tanto tempo, ao revê-lo em TAMBORO, silenciosamente emocionados, percebemos que a nossa amizade e afeto, assim como nossos antigos compromissos não verbalizados com nós mesmos, permaneceram intactos.  
Prometi no dia seguinte apanhá-lo e passarmos o dia juntos na chácara comemorando o reencontro, trocando idéias, etc. Sérgio estava com aspecto cansado. Passei-lhe o vídeo que havia feito com o físico quântico Amit Goswami e prometi o meu livro "Louco Por Cinema – Arte é pouco para um coração ardente" no qual, na página 75 ele é citado com muito carinho - e ele nunca soube disso... Não foi por acaso que o citei no meu livro; de fato, ele simbolizava para mim, o arquétipo do cineasta integral, puro e belo, o verdadeiro louco por cinema.
Mas o destino não permitiu que passássemos o dia juntos como antigamente e ele partiu.
É reproduzindo o trecho do livro que presto a minha homenagem e me despeço de Sergio Bernardes, o cineasta de olhar luminoso, o menino amoroso.
"Descobrir a face do Lula era uma tarefa delicada porque o personagem tinha um histórico e um peso no filme muito grande (quem faz filme sabe que o cast adequado é meio filme). Havia descoberto que o personagem era o oposto de meteoro/Eugênio: era alguém de bom coração puro, inocente. Eu sabia que não podia falhar e não tinha medo disso, apenas não conseguia enxergar sua fisionomia em nenhum ator conhecido. Sabia que ele tinha um pouco do perfil psicológico do meu amigo cinevideasta Serginho Bernardes, com sua eterna juvenilidade e seu papo xadrez misterioso".
 
André Luiz Oliveira

07/07/2007
Lula é o Louco por Cinema, personagem principal do filme. 

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Tamboro é o urgente chamado brasileiro com a autêntica voz de Gaia para a mais vital mudança que cada um de nós deveremos empreender para mantermos nossa identidade Brasil no planeta. O longa metragem é uma sinfonia poética, enternecedora e bem humorada, onde se revela as cores, sabores e sons em imagens que o Brasil ainda desconhece. Dos filmes sobre a questão ambiental vigente, Tamboro é, de longe, o melhor de todos. Parabéns à toda equipe Tamboro. A humanidade agradece, deuses e deusas também.

Luciana Mesquita.

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 Uma noite das mais belas e chocantes imagens da alma brasileira à sua própria busca.

Othon Leonardos.

 

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Valeu pelo evento ! Me senti privilegiada de participar da apresentação. Dê meus parabéns ao Sergio e ao Guilherme pelo primoroso trabalho. Um filmaço! Tomara que entre logo em cartaz, tenho certeza que será sucesso de público e crítica. É lindo, poético, forte, delicado e avassalador como a dimensão e a diversidade do Brasil.
PARABÉNS!

 

Sandra Andrade

 

 

 

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Agradeço a oportunidade de estar aí com vocês, assistindo o Tamboro, com Sérgio Bernardes e Guilherme Vaz. Foram momentos preciosos para reflexão sobre o quê de concreto podemos fazer para frear tanta impunidade e falta de sensibilidade. Por outro lado, foi uma viagem maravilhosa pelo interior do Brasil, conhecendo tantos lugares bonitos, pessoas autênticas, sorrisos puros. Adorei e acho que o filme deve ser exibido para o maior  número de pessoas possível, para que, sensibilizadas, possam se posicionar a favor da vida. Um grande abraço a todos.

Fátima Weaver.

 

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Foi uma grande satisfação estar com um grupo tão simpático. O espaço do Mitoludens é muito aconchegante. O ambiente onde o filme foi projetado criou uma sensação muito interessante de integração com a natureza. Foi um mergulho de corpo e alma nas ondas de Tamboro. O filme mostra com clareza esta grande diversidade cultural do Brasil, a beleza de seu povo, de sua fauna e flora; suas desigualdades, violência, mas também a esperança e o potencial deste nosso fantástico país. Muita paz para vocês e parabéns pela iniciativa.

Eduardo Weaver
Ecosintonia

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Queridíssimos, PARABÉNS pelo evento, foi muitiiiiiiiiiiiiiiio gostoso, muito divertido, muita gente boa e gostei demais. Vocês estão de parabéns.

Ruth Mukti!

 

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Muito bom o filme, adorei estar mais uma vez na Mitoludens.

Soraya Vidya Terra Coury.

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Me é impossível comentar o filme agora, estou ainda com a ressonância das imagens fortes e reais em minha alma... Deixa decantar para sair do emocional para o racional. Quero guardar ao máximo as imagens da infância que brinca, das árvores que florescem lindas... E quero tirar da mente a imagem do "gato", com a sua prática de trabalho escravo predatória da seiva de tudo.Vendo aquilo, o meu ser em empatia com a natureza sofreu muito. Não me serve agora indignar apenas, e quero mentalizar a visão de futuro. Guardo concentrada a minha energia e coloco-a na minha luta cotidiana, em prol dos DESCA, como vocês. Abro aqui a campanha "Por um Brasil com crianças que brincam e árvores que florescem lindas". Que linda é a mitoludens!!! Adorei estar lá, e se saí de lá moída, também deixei o local muito mais viva.

Leilá Leonardos

 

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Adorei o Tamboro, tanto o visual quanto a parte sonora do Guillerme.  Faça mais evento destes, que eu vou.

 Jeremy Fiennes.

 

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Adorei o espaço e a utilização que vocês estão se esmerando para dar ao lugar. Super parabéns, a noite foi magnífica.

Ricardo Monte Rosa

 

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Foi uma honra ser recebida por vocês em evento tão mágico quanto o espaço da Mitoludens. Encontro inesquecível. Parabéns para a Mitoludens e para a iniciativa. Parabéns ao Serginho - sempre tão brasileiro - com a força das imagens que apresenta sob a guia do seu coração; fortes a ponto de tocar nosso Brasil interno pulsante, dolorido e pleno de espanto e vastidão. HO!

Ruthmaria agradecida.

 

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Adoramos a noite, o encontro, as pessoas, o caldo, os perfumes da noite. Achei o filme interessantíssimo. Obrigada pelo convite e sucesso para Mitoludens!
Regina Fittipaldi

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PARABENS  PELA  NOITE  UMA   VERDADEIRA  "LUA NO SERTÃO" , COMO  SE A LUA  FOSSE  UMA PEROLA  NA  HISTORIA  DO  BRASIL_ Guilherme Vaz.

 

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Adorei o filme!
Patricia Alcantera.

 

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 Aquela noite foi magica
e estou aqui para levar o cinema do sergio ate as estrelas,
continuando esta missao que ele me deixou.

 Joaquim Castro.
Rio de Janeiro, 9 de julho de 2007.

 

Com Ti No Ar


genial idade
felic idade
simplic idade
auster idade
marginal idade

sergio bernardes

ins pirou, alegrou

sonhou

saudades
do amor
do calor
vivi
eu
o
vi
ouvi
senti

ch oro
chor amo s


luz preenche o      VAZ    i  o
q alumia os corações
 q  alegra a alma
 q   inspira
 q   semeia
  q   nasce
                            qcria
                       q procria

qmorre
que nasce

com oração

alimentação
menos
                sal
menos
              água
controla
descontrola
a
hora
é
agora

pai irmão

coração
criação
invenção

olh
film
edit
sonh


con
        ti
    nu
                                            ar

 

 

Kim Castro

Rio de Janeiro, 16 de Julho de 2007

 

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Estrelas,
caminhos de luz,
Lu,
lila,
ludens,
palco-templo,
tronco,
som, 
sem tempo,
Vaz,
Brasil,
BernARDEs,
vertigens,
a alma,
sem tempo
traz.
 

Magna Oliveira

Brasília, 06 de setembro de 2007

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Emails records:

Luciana & Othon
 
Meus queridos amigos para toda esta vida, fui surpreendido rm todas as nervuras dos sentimentos pela formidável beleza das varandas de nossos cafés, almoços e jantares. Quanto gosto em conhece-los! se perguntarem rápido quem é o Sergio, é aquele cara que fica dormindo o tempo todo. Foi pela bondade do espaço e por seu silêncio que pude sentir tamanho relaxamento.
Salve, abraços muitíssimos afetuosos do amigo
Sergio (mas eu vou trocar este nome)

 
Em 30/06/07, Luciana Mesquita <mitos@mitoludens.com.br> escreveu:
E então, fizeram uma boa viagem? Dêem uma olhada no site www.mitoludens.com.br, pois coloquei os comentários recebidos sobre Tamboro. Deve chegar mais alguns e assim vou atualizando. Foi maravilhoso tê-los aqui conosco! Depois escrevo mais.
 
Abraços,
Luciana.



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Tamboro Filmes
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