
Natureza
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Você pensa que em algum lugar podemos não ser Natureza,
que somos diferentes da Natureza?
Não, nós estamos na Natureza e
pensamos exatamente como ela.
Carl G. Jung
ATENÇÃO!!! O QUE PODEMOS FAZER PARA AJUDAR O POVO KAYAPÓ E VÁRIAS OUTRAS NAÇÕES INDÍGENAS DA BACIA DO XINGU NA LUTA CONTRA MAIS UMA MEGA FERIDA NO CORAÇÃO DA AMAZÔNIA COM A CONSTRUÇÃO DA 3A. MAIOR USINA HIDROELÉTRICA, A UHE BELO MONTE? O STING ESTÁ TENTANDO AJUDAR E MERECE NOSSOS APLAUSOS E APOIO. http://www.sting.com/news/news.php?uid=6337 _ ATENÇÃO!!! Em setembro, Brasília se tornará palco da maior confraternização entre os povos e comunidades que habitam e preservam o Cerrado. É a sexta edição do Encontro Nacional e Feira dos Povos do Cerrado, que acontece na capital federal, entre os dias 09 e 13 de setembro/2009, no Memorial dos Povos Indígenas. Esta é uma iniciativa da Rede Cerrado, saibam mais e participem: http://www.povosdocerrado.com.br/index_volta.html
A Dona Pedrelina, foto acima, é de Ribeirão de Areia-MG e veio para o Encontro Povos do Cerrado. A Dona Lili também, apesar de não aparecer na foto, além de várias outras guerreiras e dançarinas. Elas são da Comunidade Quilombola Retiro dos Bois Grande Sertão Veredas. - A Sra. veio para dançar? - Minha filha, nós dança Carneiro, Peneira, Cana Verde, Chote Chorirá, Lundu, Abra a Roda Xiriri... - E eu (Dona Lili), danço Manzuá, Tamanduá, Roda, Ariri, Cobra, o Pulo Guará, Roda Baiana, Lundu e, de roda, tudo! A dança do Manzuá é coisa de antigamente, não é coisa de dá surpresa. E essa trocha que a gente carrega é confortada com as folhas da natureza. _ !!!!
... CONVOCAÇÃO SOS CERRADO: Sexta -feira 11/11/09 Dia do Cerrado: Às 10:30h no gramado em frente ao Congresso foi escrito SOS CERRADO. Esta é uma iniciativa do Movimento Cerrado Vivo. E merece nosso apoio. É um pequeno grupo de jovens entusiasmados, corajosos e de ação!
PARABÉNS A TODOS QUE PARTICIPARAM DO MOVIMENTO!
... MITOLUDENS 2010 - Nosso propósito para 2010 é oferecer nossos cursos em diferentes cidades, além de Brasília.
MITOLUDENS 2009 - Decidimos fazer a ação de WATCH-OUT!, uma expressão usada na psicologia arquetípica para olharmos o mundo ao redor e cuidar da anima mundi, não ficando apenas apegados às nossas experiências interiores. Em novembro de 2009, visitaremos a Aldeia Kayapó - Pará. Prometemos compartilhar algumas boas imagens! Fiquem em contato para as novidades e cursos que logo se re-iniciarão.
MITOLUDENS - Nosso Jardim! A Mitoludens ofereceu suas aulas de Mitologia através das lentes arquetípicas no Jardim Botânico de Brasília em 2008 e deseja continuar com esta parceria. O Jardim Botânico de Brasília foi oficialmente projetado em 1957 por Lúcio Costa e fundado em 8 de março de 1985. É o único jardim botânico do país no cerrado. Valoriza a conservação da biodiversidade e se compõe nos diferentes ambientes do cerrado (campo limpo, campo sujo, cerradão, mata ciliar, vereda de buritis e cerrado). Além disso, conta com córregos e várzeas. Proteje as cabeceiras do córrego Cabeça de Veado; é um espaço de pesquisa, educação ambiental e lazer para a população; conta com uma infra-estrutura onde abriga também as aulas de mitologia da Mitoludens (Casa de Chá em frente ao Jardim Evolutivo Modelo Filogenético), oferece aulas de yoga com o prof. Thadeu e está muito próximo ao centro da cidade. 500 ha estão abertos à visitação pública e 4.500ha são destinados à Estação Ecológica (EEJB). A Estação Ecológica abrange grande diversidade de animais, alguns inclusive ameaçados de extinção. A EEJB, junto com a Reserva Ecológica do IBGE e Fazenda Água Limpa da UnB, integra a Zona de Vida Silvestre da APA Gama-Cabeça de Veado e a Área Núcleo da Reserva da Biosfera do Cerrado.
Outras curiosidades que valem a pena saber e conhecer: o JBB acolheu a proposta de abrigar o Bosque Kyoto como uma renovação simbólica do compromisso com a preservação mundial - recebam nossos PARABÉNS!!; há um espaço próximo ao Anfiteatro que se chama Alameda das Nações e dos Estados, formada por plantas brasileiras e estrangeiras; o Orquidário Margaret Mee é um viveiro que abriga a coleção de orquídeas de diversas regiões, principalmente do bioma cerrado; o herbário conta com 23 mil plantas catalogadas e fornece também informações para pesquisas em diversas áreas tais como taxonomia, morfologia vegetal e ecologia; além disso tudo, ainda temos 4.500 metros de trilhas onde podemos observar os vários ambientes do cerrado, frutas, e com sorte e silêncio, até veadinhos!
Nossos parabéns ao JBB, ao diretor e artista Jeanitto Gentilini, ao Washington Siqueira, à Dna. Maria e a todos seus integrantes e colaboradores.
Com a nova parceria Mitoludens-Jardim Botânico de Brasília, convidamos a todos para o aniversário do Jardim, dias 28 e 29/03/2009 Endereço:: SMDB Cj. 12 Lago Sul. CEP 71.680-120 Tel. 3366 2141 e 3366 4482. Fax: 3366 3831. Durante a festa de comemoração do aniversário , várias aulas abertas serão oferecidas, workshops, exposições e shows, inclusive a aula aberta de mitologia. Visitem também nossa Galeria de Fotos neste site, lá vocês têm a oportunidade de ver várias fotos, inclusive da Casa de Chá, onde é ministratado o curso de Mitologia.
Acessem a página http://www.jardimbotanico.df.gov.br/ para informações mais detalhadas. Se realmente gostarem deste recanto muito especial de Brasília, podem também optar por estarem mais ativos tornando-se um parceiro filiando-se à Sociedade dos Amantes do Jardim Botânico de Brasília - NOSSO JARDIM! Informações pelo tel.
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O fogo que atingiu o Parque Nacional de Brasília na terça-feira, dia 21 de agosto/2007 também atingiu a Chácara Mico Estrela, antiga morada da Mitoludens. Vejam as fotos abaixo, duas semanas após a queimada:
Com o sereno da noite e com a resistência maravilhosa do Cerrado, já temos flores nascendo -- um aprendizado para todos nós! E do outro lado da escarpa, onde o fogo não nos atingiu, nossos ipês floresceram delicadamente. A Mitoludens foi sediada em área bastante preservada de cerrado rupestre, classificada como macrozona rural de uso controlado. Contudo, existiam ainda algumas áreas anteriormente degradadas e invadidas por brachiaria e/ou capim gordura. Um de nossos objetivos foi recuperar estas áreas degradas. Nestas plantamos espécies nativas do cerrado para restaurar a flora primitiva. Todos nossos projetos buscam integrar as pessoas à natureza, e assim, trabalhamos pela conscientização, pela melhoria de vida e pela proteção da biodiversidade.
Fizemos uma seleção de aproximadamente 50 espécies nativas do cerrado, sendo elas selecionadas por preferências alimentares da fauna e rápida disseminação das espécies. Alguns exemplos do que plantamos e cuidamos:
* Angico Vermelho – Anadenanthera colubrina var. columbrina: flores melíferas, ornamental, crescimento rápido, podendo ser aproveitada com sucesso para reflorestamentos de áreas degradadas de preservação permanente juntamente com outras espécies de nossa flora.
* Araticum – Annona coriacea Mart.: ornamental, frutos comestíveis, tanto natural como na forma de suco; é útil para plantio em reflorestamentos mistos de áreas degradadas de preservação permanente, tanto por sua adaptação à solos pobres como pela produção de frutos apreciados pela fauna.
* Aroeira – Myracroduon urundeuva: medicinal, madeira de lei.
* Barbatimão de folha miúda – Dimorphandra mollis Benth.: medicinal, espécie do cerrado, ampla adaptação à terrenos secos e pobres, é ótimo para o plantio em áreas degradadas de preservação permanente com solos que apresentam essas características.
* Baru ou combaru – Dypterix alata: produz fruto alimentício para o gado (a Mitoludens não tem criação de gado), amêndoa comestível pelo homem, madeira de lei – espécie de transição floresta/cerrado.
* Boca-Boa - (Combretaceae) Buchenavia tomentosa Eichl.: frutos muito apreciados pela fauna.
* Buriti – Mauritia flexuosa L.f.: a incisão da inflorescência antes de desabrocharem as flores, fornece um líquido adocicado que fermentado se transforma no “vinho de buriti”; este pode ser preparado também do mesocarpo do fruto. A polpa de fruto fornece óleo comestível e, é consumida pelas populações locais, geralmente na forma de doces. A medula do tronco fornece uma fécula semelhante ao sagu. A árvore é muito ornamental, podendo ser usada com sucesso na arborização. Planta perenifólia, heliófita e higrófita, encontrada em várias formações vegetais, porém invariavelmente em áreas brejosas ou permanentemente inundadas.É particularmente freqüente nas baixadas úmidas de áreas de cerrado do Brasil central. Ocorre geralmente em agrupamentos quase homogênios (buritizais). Produz anualmente grande quantidade de frutos, avidamente consumidos por inúmeros animais.
* Cagaita – Eugenia dysenterica DC.: flores apícolas, frutos comestíveis e medicinais, também consumido por algumas espécies de aves silvestres, ornamental, cerrados de altitude.
* Chichá – Sterculia chicha St. Hil. Ex Turpin: panta heliófita de bom crescimento pode ser utilizada em plantio mistos de áreas degradadas de preservação permanente. Produz anualmente grande quantidade de sementes, que são consumidas por várias espécies de animais.
* Copaíba ou Pau d´óleo – Copaifera langsdorffii Desf.: fornece o bálsamo ou óleo de copaíba com propriedades medicinais, madeira de lei . É também útil para plantios em áreas degradadas de preservação permanente.
* Coroada -
* Faveiro – Peltophorum dubium (Spreng.) Taub.: ornamental, boa sombra, planta rústica e de rápido crescimento, é ótima para a composição de reflorestamentos mistos de áreas degradadas de preservação permanente.
* Gabiroba – Campomanesia eugenioides (Cambess.) D. Legrand: frutos comestíveis e muito apreciado pela avifauna, ornamental, recomendada também para a composição de reflorestamentos heterogêneos destinados à recomposição da vegetação de áreas degradadas.
* Gariroba – Syagrus oleracea (Mart.) Becc.: a polpa do fruto é comestível, a amêndoa além de fornecer óleo é também comestível , as folhas são usadas para confecção de vassouras, as flores são melíferas, palmeira ornamental. È ótima para plantios mistos em áreas de preservação permanente.
* Imbiruçu-do-Cerrado - (Bombacaceae) Pseudolombax tomentosum (Mart. & Zucc.) A. Robyns
* Ingá – Ingá cylindrica: frutos comestíveis, flores melíferas. Produz anualmente grande quantidade de frutos comestíveis e também muito procurados por animais. Como planta pioneira adaptada à solos úmidos, é ótima para plantios mistos em áreas ciliares degradadas.
* Ipê Amarelo – Tabebuia alba (Cham.) Sandw.: ornamental, produz grande quantidade de sementes.
* Ipê Branco – Tabebuia roseo-alba (Ridl.) Sand.: ornamental, produz grande quantidade de sementes.
* Ipê Caraíba – Tabebuia carayba: ornamental, espécie de cerrado.
* Ipê Roxo – Tabebuia avellanedae Lor. Ex. Griseb.: ornamental, produz grande quantidade de sementes.
* Jacarandá Mimoso –
* Jaracatiá – Jacaratia spinosa (Aubl.) A. DC.: frutos comestíveis e avidamente procurados por pássaros e macacos. Ornamental, de crescimento rápido, deve ser presença obrigatória em qualquer reflorestamento heterogêneo destinado à recomposição da vegetação de áreas degradadas de preservação permanente.
* Jatobá da mata – Hymenaea courbaril: medicinal, frutífera, sua seiva é fortificante, rica em ferro, consumida tanto pelos homens como pelos animais. Árvore de fácil multiplicação, não pode faltar na composição de reflorestamentos heterogêneos.
* Jatobá do cerrado – Hymenaea stigonocarpa: medicinal, frutífera, espécie do cerrado. Os frutos são muito apreciados pelas populações rurais, que ingerem a polpa farinácea na forma in natura e como mingau; são também muito procurados por várias espécies da fauna, sendo por isso útil para plantios de áreas degradadas destinadas à recomposição da vegetação arbórea.
* Jenipapo – Genipa americana: espécie frutífera, após a maturação fornece popla comestível aproveitada in natura e na forma de doces; o suco fermentado transforma-se em vinho e licor; utilizado também como corante. A árvore é muito útil para plantios mistos em áreas brejosas e degradadas de preservação permanente, visto fornecer abundante alimentação para a fauna em geral.
* Jequitibá – Cariniana estrellensis (Raddi) Kuntze: sementes avidamente consumidas por macacos; planta indispensável nos reflorestamentos heterogêneos com fins ecológicos.
* Lobeira – Solanum lycocarpum St. Hil.: medicinal, alimentícia, espécie do cerrado. Muito consumidos por animais silvestres, principalmente o lobo-guará e morcegos frugívoros. Planta rústica de crescimento vigoroso, pioneira para reflorestamentos.
* Mangaba – Hancornia speciosa: gomeira, produz frutos comestíveis com os quais são produzidos sucos, sorvetes e picolés, espécie de cerrado. Também consumidos por espécies de animais silvestres.
* Monjoleiro (Acácia) – Acácia polyphylla DC: flores melíferas, energética, proporciona boa sombra, ornamental, como planta pioneira e rústica não pode faltar nos reflosrestamentos mistos destinados ao plantio em áreas de preservação permanente.
* Paineira-Branca ou Barriguada - (Bombacaceae) Chorisia glaziovii (Kuntze) E. Santos.
* Pequi – Caryocar brasiliense Camb.: fruto comestível e apreciadíssimos pelas populações do Brasil central; o caroço com a polpa (mesocarpo) é cozida com arroz, usada para preparo de licor e para extração de manteiga e sebo. Os frutos são também consumidos por várias espécies da fauna, que contribuem para a disseminação da espécie.
* Quaresmeira – Tibouchina stenostachya: melífera, ornamental, espécie de cerrado.
* Urucum – Bixa orelana L.: sementes são condimentares e tintoriais; as matérias tintoriais de cor amarela (orelina) e vermelha (bixina), são extraídas da polpa que envolve as sementes; são empregadas em culinária e, na indústria alimentar, de impressão e de tecidos. É muito empregada pelas nações indígenas para tingir a pele, como repelente de insetos e para rituais religiosos. Pela rapidez de crescimento em ambientes abertos, pode ser plantada, em composição com outras espécies, em áreas degradadas de preservação permanente destinadas à recomposição da vegetação.
* Pau de Tucano – Vochysia tucanorum Mart.: ornamental, planta pioneira adaptada a terreno arenosos e pobres, pode ser empregada em reflorestamentos heterogêneos destinados à recomposição de áreas em reflorestamnetos de preservação permanente.
Estavam sendo identificadas as flores e frutos nativos do Cerrado na Mitoludens. Mais de 70 espécies de flores/frutos foram identificadas, sendo elas:
Flores roxas, lilases ou azuis:
Arrabidaea brachypoda – Tinteiro
Mandevilla tenuifolia
Epistephium sclerophyllum
Lavoisiera bergii
Irlbachia speciosa
Hyptis cardiophylla
Chresta sphaerocephala – João-bobo
Periandra mediterrane
Diplusodon oblongus
Solanum subumbellatum - Jurubeba-de-cupim
Ruellia incompta
Solanum aff. lycocarpum - Lobeira
Vellozia flavicans – Canela-d´Ema
Tibouchina candolleana – Quaresmeira
Microlicia loricata – Roxinha
Tibouchina aegopogon - Quaresma-do-campo
Microlicia euphorbioides
Vernonia monocephala
Flores rosa: Ipomoea procumbens – Corda-de-viola-do-campo
Hypenia macrantha
Banisteriopsis campestris
Arrabidaea sceptrum – Lírio-do-campo
Peltaea polymorpha
Mimosa decorticans – Angiquinho
Galactia peduncularis
Microlicia aff.selaginea - Quaresminha
Tococa formicaria
Deianira pallescens - Boca-de-sapo
Kielmeyera ribriflora – Rosa-do-campo
Flores amarelas: Utricularia fimbriata
Xyris hymenachne - Pimentinha-prateada
Tabebuia ochracea - Ipê-amarelo
Vochysia elliptica – Folha gorda
Camarea ericoides
Cipura flava
Chamaecrista orbiculata – Moeda
Achyrocline satureoides - Macelinha
Vochysia rufa – Pau-doce
Vochysia thyrsoidea – Vinheiro
Peixotoa sp.
Byrsonima crassa – Murici-vermelho
Flores alaranjadas ou vermelhas:
Turnera longiflora
Gomphrena arborescens - Para-tudo
Cissus erosa
Augusta longifolia - Sarão
Palicourea rigida - Bate-Caixa, Chapéu-de-couro, Douradão, Gritadeira
Calliandra dysantha – Flor-do-cerrado
Flores brancas ou creme:
Paepalanthus acanthophyllus – Chuveirinho
Paepalanthus speciosus – Sombreiro
Ipomoea squamisepala
Paspalum stellarum - Orelha de Coelho
Eremanthus goyazensis
Rhynchospora consangüínea – Capim-estrela
Bauhinia bongardii - Unha-de-boi
Miconia burchelli
Miconia ferruginata – Quaresma-roxa
Hymenaea stigonocarpa - Jatobá-do-cerrado
Kielmeyera coriacea – Pau-santo
Hancornia speciosa - Mangaba
Irlbachia alata
Utricularia neottioides
Himatanthus obovatus - Pau-de-leite
Odontadenia lutea - Flor-de-veado
Tocoyena formosa - Pé-de-macaco
Frutos nativos: Anacardium humile - Cajueiro-do-campo
Duguetia furfuracea - Sofre-do-rim-quem-quer
Phoradendron crassifolium - Erva-de-passarinho
Wunderlichia mirabilis - Flor-do-pau
Eugenia angustissima
Miconia alborufescens
Phthirusa ovata - Enxerto-de-passarinho
Tocoyena formosa - Pé-de-macaco
Aspidosperma tomentosum - Palmeira-do-campo
Referência bibliográfica: PROENÇA, Carolyn, OLIVEIRA, Rafael & Silva, Ana Palmira. Flores e Frutos do Cerrado. SP: Ed. Imprensa Oficial, Bsb: UnB, 2000.
LORENZI, Harri. Árvores Brasileiras - Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas Nativas do Brasil, Vol. I e II, SP: Ed. Plantarum, 1992.
Em Módulos Demonstrativos de Recuperação de Áreas Degradadas de Cerrado com Espécies Nativas de Uso Múltiplo MDR-Cerrado, seguem as perguntas com as respostas:
"Por que plantar?
Mais de 70% da área do bioma Cerrado já foi modificada pela ação do homem. Estimativas indicam que se a atual taxa de desmatamento for mantida nos próximos anos, a vegetação nativa do cerrado irá desaparecer até 2030. Dentre os tipos de vegetação que ocorrem no bioma Cerrado, o cerrado típico sobre Lotossolos (tipo de solo mais comum no cerrado) é o que ocupa a maior extensão. Cerca de 40% da área total. Este é um dos mais visados para a agricultura por apresentarem características físicas favoráreis para a mecanização agrícola. As áreas cobertas por Campo Sujo sobre cambissolos (outro tipo de solo presente no cerrado) têm também sido alvo da exploração de cascalho e outros usos. No caso da Mitoludens, preservamos porque queremos celebrar a vida com a natureza sadia.
Por que o cerrado típico é prioridade?
Em uma abordagem integrada de recuperação de bacias, a conservação das áreas de Lotossolo nos platôs e de Cambissolo, são prioritárias, uma vez que os sedimentos provenientes do solo desmatado descem com as enxurradas assoreando os cursos d´água e prejudicando as nascentes. A infiltração da água que abastece as nascentes também ocorre nas áreas mais altas onde cresce o cerrado. Para uma recuperação das nascentes e cursos d´água também se faz necessário recuperar as áreas mais elevadas próximas da zona ribeirinha.
Espécies de crescimento rápido são importantes?
Na fase inicial da recuperação é necessário que se cubra rapidamente o solo para eliminar gramíneas invasoras como Brachiaria e capim Gordura, que impedem o crescimento e o estabelecimento das plantas nativas. É necessário também recobrir o solo nu que na época das chuvas é levado pelas enxurradas, soterrando as nascentes e os cursos d´água. Por isso as espécies de crescimento rápido, tanto arbóreas, como arbustivas e herbáceas, são importantes neste processo.
Como plantar?
Planejar o plantio de forma sistêmica, tratando as fontes de enxurradas com curvas de nível, fazer a limpeza, combater doenças e pragas, principalmente as formigas cortadeiras, aceirando contra fogo, sinalizar e cercar para proteger e demarcar a área plantada.
A época ideal para se fazer o plantio é no início das chuvas, preferencialmente nos meses de outubro e novembro para que a planta possa se desenvolver e assim suportar a estação seca.
Para as espécies florestais, abrir covas de no mínimo 40X40X60cm (largura, comprimento, profundidade) adubadas com 30% de esterco ou adubo orgânico e o restante com a terra de subsolo e se possível, aplicar 200 g de calcário na cova.
Como produzir adubo orgânico?
As folhas e os galhos devem ser empilhados, intercalados com terra, esterco, restos de comida (exceto carne, porque atrais ratos) e calcário (se tiver), molhar e revolver com o passar dos dias. Logo adubo orgânico será formado.
RECICLE: as embalagens de leite, tanto a plástica, como a de papelão, ou dobradura com jornal, podem ser utilizadas como recipientes para produzir as mudas, para isso basta que tenham pequenos furos para permitir a drenagem da água.
Quais espécies utilizar?
“Nativas do Bioma” – É o modelo utilizado para a recuperação de áreas de cerrado degradado com espécies de uso múltiplo. Deve-se intercalar linhas de plantio com espécies de cerrado, de matas de galeria e de mata estacional. A expectativa é de que solo esteja recoberto mais rapidamente por espécies de crescimento rápido, como as acácias e os angicos, possibilitando às espécies de crescimento lento, como a cagaita, pitomba e baru se desenvolvam dentro de seu ritmo. O plantio de espécies com diferentes ritmos de crescimento tem como objetivo imitar a dinâmica natural, onde as espécies se sucedem, e o solo fica sempre coberto pela vegetação. As espécies que crescem mais lentamente normalmente apresentam longevidade maior, ou seja, muito depois do angico cumprir o seu ciclo de vida, a cagaita, que cresceu devagar, ainda permanecerá no local por mais alguns anos, cumprindo suas funções ecológicas. O consórcio de espécies de cerrado e espécies de cerrado e espécies florestais é combatível com o caráter de mosaico da vegetação do bioma Cerrado, onde vários tipos, de vegetação são encontrados em uma mesma região. É comum encontrarmos na região de domínio do Cerrado, um mosaico vegetacional formado por manchas de Cerrado Típico, Campo sujo, Cerradão, Mata de galeria, Vereda, dentre outras fisionomias do bioma. Um módulo com essa variedade de espécies contribui muito para a dispersão dessas espécies, aproximando as áreas naturais, por facilitar o fluxo de pólen. Pássaros e insetos que pousam em uma árvore, assim como o vento que leva o seu pólen, podem facilitar a sua polinização ou ajudar na dispersão de seus frutos e sementes, tanto nas matas como nos cerrados próximos. A espécie irá se estabelecer e crescer onde as condições forem mais favoráveis. Tudo isso ajuda na formação de corredores ecológicos. Esses corredores são espaços onde a vegetação natural é contínua ou composta de vegetação próxima que permite o fluxo gênico e a movimentação da fauna e flora silvestre."
Plante de modo que seu próprio coração possa crescer.
Cante, cante porque este é o alimento que nosso mundo tanto necessita. E ria, Ria porque este é o mais puro de todos os sons. Interpretado e traduzido por Daniel Ladinsky & Tradução para o português por Luciana Aires Mesquita.
Hafiz.
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